domingo, 25 de setembro de 2011

Maneirismos


TELEJORNAL


Depois de termos estudado sobre os insetos, decidimos realizar um telejornal. Este é o roteiro elaborado pelos alunos, com alguns probleminhas, mas muita originalidade. A filmagem ainda não está muito boa, ficamos todos muito tímidos em frente às câmeras, mas chegaremos lá. Veja que legal um pequeno trecho!


Vanessa e Gabriel - Boa noite!
Vanessa – Estamos iniciando mais aqui mais uma edição do jornal SAAI da EMEF Jorge Americano.
Gabriel – Hoje apresentando uma reportagem especial sobre os insetos. Vamos chamar nossa correspondente internacional Bruna. È com você Bruna!
Bruna – Bom dia caros telespectadores! Estamos aqui na exposição da Feira da Primavera da EMEF Jorge Americano. A SAAI fez uma exposição especial sobre a vida dos artrópodes, especificamente sobre os insetos. São os animais mais numerosos que existem, cerca de 900 mil espécies. Vamos conhecer este maravilhoso mundo! É com você Gabriel, direto dos estúdios!
Gabriel – Que curioso Bruna! Agora vamos com nosso repórter Victor, que fez uma entrevista com o renomado cientista Raphael Brito.
Victor – Estou aqui com o famoso cientista Raphael Brito, que nos explicará como vivem os insetos.

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            O telejornal conta ainda com a mulher do tempo, propaganda e apresentação musical. Devido a problemas técnicos, deixaremos para postar o vídeo em um futuro próximo. Até lá!

Reflexão

“Temos o direito de sermos iguais quando as diferenças nos inferiorizam. Temos o direito de sermos diferentes quando a igualdade nos descaracteriza.”
Boaventura Souza Santos

Baixa Visão





DESENVOLVIMENTO DA VISÃO




Inclusão

Por onde começar?
 
Conhecer o aluno em diferentes ambientes;
Verificar seu desempenho, autonomia e potencialidades;
Rede de apoio deve participar desta etapa;
Selecionar os conteúdos, verificar o que é para turma e as adaptações necessárias a este aluno;
Atentar-se ao tempo disponível para cada etapa;
Pesquisar o método adequado para aquele aluno;
Avaliar todo o processo e o desempenho do aluno;
Registrar tudo que é feito, realizações, resultados alcançados;
Organização de um portfólio;
Quadros organizativos ( conteúdo, métodos, objetivos, metodologia e avaliação).
 
 
Sugestão de leitura:
 
Grupo de alfabetização em momento de lazer
Currículo na Educação Inclusiva
Adaptações escolares
Uma necessidade na escola inclusiva
Maria de Fátima Minetto
 
 
 

Alfabetização por meio do sistema braille ou tipos comuns ampliados

                Paulo Freire (2006) nos ensina que a alfabetização transcende o ato mecânico de ler e escrever, pois deve ser dominada com o ato consciente de quem a realiza. É “entender o que se lê e escrever o que se entende. É comunicar-se graficamente”. Contudo, é senso comum que a escrita se aprende apenas na escola, ignorando as experiências trazidas pelos sujeitos e suas respectivas hipóteses. O autor ressalta, ainda, que não “há educação fora das sociedades humanas e não há homens isolados”, portanto é possível concluir que os indivíduos vivem em um mundo letrado, orientado pela escrita, através dos jornais, revistas, documentos, placas, anúncios e rótulos (Cf. FREIRE, 2006, p. 72 - 61).
         Independentemente de ter ou não uma deficiência, todos participam de uma maneira ou de outra da sociedade letrada. Todavia, pessoas com deficiência visual encontram limitações para o aprendizado da leitura e escrita em seu uso cotidiano, devido às dificuldades impostas pela sociedade e o desrespeito às peculiaridades dessa parcela da população: o sistema braille não faz parte do dia-a-dia e ainda não é reconhecido e estabelecido socialmente pela população.
         Temos como sérios problemas a restrita produção de materiais em braille, o não-acesso das pessoas a esse sistema de leitura e escrita, o desconhecimento praticamente total de professores do ensino comum, encontra-se uma questão mais séria, pois em conjunto com as problemáticas anteriores, a falácia de que o deficiente visual não é capaz de aprender e que não possui condições para fazer a leitura do mundo que o rodeia.
         A civilização é impensável sem a escrita, por isso sua grande importância social. Ler e escrever implica uma “autoformação da qual pode resultar uma postura atuante do homem sobre seu contexto” (FREIRE, 2006, p.72). Proporciona o registro, permite a comunicação, regula e controla socialmente o comportamento por meio das leis, normas e, entre outras formas, pode manifestar-se esteticamente. São práticas sociais, às quais os educandos se integram, das quais participam e com as quais reconstroem suas possibilidades cognitivas. O indivíduo deficiente faz parte do mundo letrado e por que, então, negá-lo?
         Segundo Ferreiro e Teberosky (1985 e 1997), crianças que não vivem experiências com livros e materiais escritos iniciam sua escolarização com poucos conhecimentos sobre a língua. Para as pessoas com deficiência, muito pior do que não ter acesso a portadores de textos, de ter problemas orgânicos, é o descrédito de suas potencialidades e da previsão de seu insucesso pelos pais, pela comunidade e por si mesmos.
         Como salienta Mantoan (1997), crianças com déficits são habituadas a receber nas mãos a maior parte das coisas que desejam, são privadas de experiências, geralmente excessivamente protegidas, não enfrentando desafios, algo essencial para o progresso do conhecimento.
         De acordo com Bruno e Mota (Cf., 2001, passim), o aprendizado do braille se defronta com várias dificuldades, como a limitação de pistas visuais (como os desenhos) para o reconhecimento de uma palavra específica, a impossibilidade de visualização de palavras numa oração de imediato e, principalmente, porque a ponta do dedo não substitui o olho, tendo seu alcance limitado em comparação ao campo visual. O deficiente visual reconhece apenas um símbolo por vez, sem contar a fadiga no ato de ler.
         Além do diálogo do educador com o educando sobre situações concretas, é necessário ações para o desenvolvimento de habilidades relacionadas à percepção corporal, à espacial, à discriminação auditiva, à motricidade fina e ampla, bem como a discriminação visual para os indivíduos com baixa visão. A utilização de materiais específicos como reglete e punção, máquina braille, exigem um olhar atento do educador e a importante parceria entre professor de sala comum e especializado.
         Bruno e Mota (2001) afirmam que, por isso, faz-se necessário um trabalho de estimulação contínuo e consistente, no qual áreas importantes necessitam ser aprimoradas, visto que os alunos com deficiência visual podem necessitar de mais tempo na aquisição das habilidades. Na SAAI o período de alfabetização é levado a sério!
Grupo de alfabetização
Nikoly, Vitória, Júlia e Ingrid 


Ingrid (direita) ficou mais feliz e participativa no trabalho em grupo 


Vitória e Júlia
Trabalho de alfabetização e estímulo da visão residual



Bibliografia
BRUNO, MM; MOTA, MGB. Programa de capacitação de recursos humanos do ensino fundamental: deficiência visual. Brasília: MEC/Seesp, 2001. 3 v.
FREIRE, P. Educação e Mudança. Rio de Janeiro. Paz e Terra, 2006 29 edição
MANTOAN, MTE. 2004. Caminhos pedagógicos da inclusão. Disponível em http://www.educacaoonline.pro.br/art_caminhos_pedagogicos_da_inclusão.asp. Capturado em 12/08/2004
______. Ser ou estar, eis a questão: uma tentativa de explicar o que significa défict intelectual. Rio de janeiro: WVA, 1997.
TEBEROSKY, Ana. Aprendendo a escrever. Barcelona: Ática, 1997.